Maria do Limão

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Josefa Ferreira de Santana, popularmente conhecida como Maria do Limão ou apenas ‘Limão’, é natural de Aracaju. Aos setenta e quatro anos, a simpática vendedora de flores ainda não pensa em parar de trabalhar, pelo contrário, quer continuar na colorida banca de flores encantando muitos e muitos casais apaixonados.

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Localizada no famoso corredor de flores que liga os Mercados Antônio Franco e Thales Ferraz, a barraca, aos olhos dos desconhecidos consegue passar despercebida, mas, para os clientes a barraca de Maria do Limão se destaca com um charme a parte… A famosa senhorinha acorda cedo e já arruma seus materiais. Tudo o que é preciso para o corte das flores e folhas são guardados com cuidado em suas caixas de ferramentas. Ela precisa chegar cedo para organizar mais um dia de jornada de trabalho, por isso seu dia começa antes das 7h. Para muitos este trabalho é fácil, mas engana-se quem subestima o talento que Maria tem. Cuidar de flores delicadas requer muita precisão e isso, ela tem de sobra.

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O INÍCIO 

 Maria nunca sonhou em trabalhar no Mercado, principalmente no ramo de flores, mas algumas situações em sua vida levaram a doce senhora para esse caminho. Começou vendendo limões no Mercado, em uma rua próxima ao seu atual local de trabalho. A banca lhe rendeu o apelido, Maria do Limão. E mesmo em meio a pequenas dificuldades para alimentar seus filhos e cuidar da casa, aos poucos Maria foi descobrindo um dom: O de se comunicar com o publico!

Dotada de muito bom humor e alegria – suas marcas registradas – Maria do Limão conquista qualquer freguês. Em meio a tantas flores belas, seu sorriso singelo e único consegue se destacar. Ela, nessa banca de flores – que já virou parada obrigatória no dia das mães e no dia dos namorados – vivenciou diversas histórias. Como cidadã, não tem vergonha e nem receio de opinar sobre a  fase difícil que a capital sergipana enfrenta, “O povo está parado, ninguém trabalha, daí não recebe… Não recebe porque estão em greve, não é?!”, alega. Mesmo a sociedade aracajuana enfrentando uma crise financeira, Maria diz que suas vendas não foram tão afetadas, “Hoje em dia tá razoável, não tá fácil para ninguém, mas ainda está razoável”, completa.

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 50 ANOS E MAIS UMAS COISINHAS

Maria do Limão trabalha há cinquenta anos no Mercado, com as flores são trinta e três. Nos dias de hoje divide a sua banca com uma de suas netas.  O seu desejo é que quando parar de trabalhar, ela continue no ramo, seguindo a mesma carreira da avó.

Aos poucos, Maria vai demonstrando mais um doce detalhe da sua personalidade: A timidez. Com um sorrisinho de lado a comerciante não nega idade para ninguém, muito menos o seu tempo de trabalho no Mercado Municipal de Aracaju e é com bastante amor que a agradável senhora revela que do mercado “Só saio quando eu disser assim: Não aguento trabalhar!”

* Reportagem e fotos – Ariel Carmo

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